Como prometido, vou falar sobre o dia de “doar-se”.

Domingo foi um dia muito especial, fui na Comunidade ‘Fazendinha’, no município de São Bernardo do Campo com Diadema, exatamente no km 20 da Imigrantes, um lugar completamente esquecido pelos órgãos.

Junto com alguns amigos, levamos bolos,  sanduíches, refrigerantes e claro as doações. Cada crianças de 0 -12 anos receberam a sacolinha – roupa, calçado, brinquedo e doces. Ao chegarmos, as crianças iam correndo até o lugar da distribuição.

Assim que cheguei, conheci a menina que apadrinhei. Espero que ela tenha gostado dos presentes. Comprei roupinhas, uma sandália super da moda, acessórios, doces e uma boneca. Tirei muitas fotos (logo mais vou postar).

Com ajuda da presidente e moradora da comunidade, esse trabalho é feito todos os anos. Trabalho que completou 10 anos, por iniciativa da Angélica (vizinha da minha mãe). Ela reuniu um grupo de amigos, amigos do marido dela que trabalham na PM, parentes e eu entre nessa, há 2 anos.

Alguns anos atrás, antes de conhecer a Angélica, ficava observando esse lugar, pois eu sou ex-morado de Diadema e nasci em São Bernado, e claro, conhecia esse lugar, alias, passava todos os dias para ir ao trabalho.  A situação da comunidade continua a mesma, desde que conheço aquele pedaço, vejo do mesmo jeito. Como sou curiosa, fui pesquisar sobre o local e fiquei abismada com tanta indiferença dos órgãos públicos.

É bem delicado a situação da comunidade, pois fica na divisa de dois municípios, e quem padece são as famílias.

É um lugar bem carente, que não chegou energia, há um “gato” e a eletropaulo sabe disso, recentemente teve a canalização de um esgoto de mais ou menos 500 metros e devido a isso a obra foi embargada.

Eu fiquei tão chocada com a apatia desses órgãos, que resolvi passar para o meu chefe como sugestão de pauta. E, graças a Deus ele aceitou e eu vou fazer essa matéria para a revista que trabalho, a Gestor – revista voltada para órgãos públicos.

Amanhã voltarei na Fazendinha. Já fiz a pauta, vou entrevistar os moradores e depois das festas, estarei nos órgãos. Vou descobrir direitinho essa história e mantenho vocês informados.

Só de pensar que a matéria vai para gestor, estou hiper mega feliz, pois vou abrir a boca no trombone e mostrar essa briga entre as prefeituras e o pior, o sofrimento dos moradores.

Até mais!

AM

 

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