Às vezes me questiono, questiono as pessoas, questiono o sistema que rege a sociedade, questiono os problemas sociais, questiono a vida, questiono e questiono.

Achamos que só no Brasil tem problemas com a desigualdade social, mas as desigualdades sociais e econômicas fazem parte de todos os países, independentemente de ser rico ou pobre, embora seja mais efetivo nos países subdesenvolvidos.

São muitos os fatores que levam a desigualdade social.  A primeira coisa que me vem na cabeça é a disparidade em relação à distribuição da renda. Poucos têm muito e muitos têm pouco, ou seja, sempre a minoria concentra a riqueza e a maioria centraliza os problemas sociais: educação, moradia, emprego, fome e etc.

O nível baixo de escolaridade é um dos itens que resulta a desigualdade. Algumas crianças, precisam deixar a escola para trabalhar. Em alguns casos, os pais os obrigam. E não só isso, a qualidade do ensino, aqui no Brasil, ainda é péssimo. E claro, as melhores universidades, melhores colégios só a classe AAA.

A Constituição Federal no art. 5º nos garante o direito à moradia. Mas, infelizmente, alguns têm condições bem precárias. Conheci uma comunidade chamada Fazendinha – que inclusive fiz uma matéria para Revista Gestor -, e lá é muito precário, as condições mínimas para se viver  – água tratada, esgoto, iluminação, não tem. Esse é um exemplo de muitas comunidades.

E o futuro das próximas gerações?

A partir do século 20, houve um cresccimento no desenvolvimento urbano, o número de pessoas morando nas cidades superou as que vivem no campo. Até porque, os pólos industrias começaram a centralizar-se nas grandes cidades. Contudo, ao invés dos centros urbanos possibilitar uma melhoria na qualidade de vida, geram condições precárias de vida para grande parte da população. Houve um crescimento enorme das favelas, isso, no mundo inteiro.

Li um artigo, recentemente, que fala do crescimento das favelas, e fiquei abismada com os números. A pesquisadora Patrícia Cardoso diz que mesmo a concepção de revitalização dos centros das grandes cidades muitas vezes é excludente. A população pobre é tirada do centro e empurrada para a periferia.

Quer mais desigualdade do que isso? E mesmo assim, vemos nitidamente nos centros das cidades muitos moradores de ruas.

Eu questiono tanto porque fico indignada por muitos não terem nada, pelo menos o mínimo. Quantas pessoas ficam nas filas no SUS e quantos não morrem na fila?

Gostaria de ver um país mais justo. Um mundo mais justo. Pessoas mais justas. Enfim…ainda não  tenho respostas suficientes para esses questionamentos. Entretanto, uma coisa eu sei. Se cada pessoa tivesse uma consciência da realidade e fizesse o mínimo que fosse, não iríamos mudar o mundo, mas com certeza algo iria acontecer.

Que esses meus questionamentos possam trazer uma reflexão para você que está lendo, quem sabe assim, eu possa não ser apenas uma.

AM

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